domingo, 15 de novembro de 2009

Olga.

Ano de 2005.
O irmão Valdomiro, um irmão de outra igreja, me ouviu por mais de duas horas a respeito do trabalho hispânico que vinha realizando desde o ano de 1998.
Embora estivesse numa igreja tradicional, as experiências me levaram a crer em um Deus de milagres.
A mão do Senhor estava comigo e com os quatro irmãos que me acompanhavam.
Conversões e outros milagres, tivemos a honra de ser usados na obra.
Uma parente do irmão Valdomiro estava internada na Santa Casa, desenganada pela junta médica.
Olga estava lutando por dois longos anos contra uma infecção hospitalar.
Havia operado o coração e aquele corte no peito não cicatrizava, a carne meio apodrecida não colava e estava coberta com uma telinha.
Conversando comigo, este irmão me pediu para irmos ao hospital e orar por sua parente.
Combinamos para o dia seguinte.
Entramos naquele quarto; a mulher, magra, 53 anos, aparência macilenta; católica, crucifixo a mão.
Depois de ser apresentado, relatei um breve testemunho pessoal e pedi-lhe permissão para orar.
Ungi aquela mulher com óleo, coloquei a mão sobre aquele corte e pedi ao Senhor Jesus que a curasse.
O marido de Olga estava ali, e alcoolizado zombava de nós, estava amargurado.
Passaram-se três meses.
Num domingo pela manhã, mandaram me chamar à porta da igreja.
Valdomiro, Olga e Alcides me esperavam.
Olga estava ali, bem vestida, boa aparência, sorridente.
De momento confesso que não a reconheci.
Nada lembrava aquela figura sofrida e sem esperanças no leito de dor.
Estava ali.
Olga veio ao meu encontro, me abraçou e chorou; chorei também.
Ela me disse que quando saimos do hospital seu peito queimava, percebeu que o corte estava secando, e foi se fechando a cada dia; três dias.
Ela contou aos doutores o que os crentes fizeram.
Os médicos, incrédulos, não chegavam a nenhuma conclusão.
Pela lógica, os tecidos deveriam enfraquecer-se e não se restabelecer.
Não tinham explicação, a mulher estava sã, deram-lhe alta.
Jesus a curou. Aleluia!
Olga estava ali para agradecer, e mais, seu esposo Alcides queria se desculpar.
Naquele dia, no hospital, tinha bebido, estava triste por viver naquela espectativa da morte de sua esposa.
Alcides zombou de nós, mas vendo a cura milagrosa de sua esposa não teve dúvidas, quiz pertencer também a este Maravilhoso Deus.
Olga e Alcides agora servem ao Deus verdadeiro, foram batizados e frequentam a igreja do irmão Valdomiro.
Valdomiro era só alegria, nos despedimos com a fé revigorada.
O Senhor Jesus é Maravilhoso, e nos conduz por caminhos surpreendentes.
Seguro e inabalável segue Deus em seus objetivos.
Glória a Deus!

3 comentários:

  1. Aleluia!!! Louvado seja o nome do nosso Deus por esse testemunho tão forte.
    Sabe, Toninho, vejo gente suando, gritando, sapateando,orando em línguas, fazendo uma espécie de ritual quando vai orar por um doente...e pior ainda quando a pessoa está em estado grave.
    Muitos se enganam quanto à concepção de "oração forte", achando que existe um jeito "x" de suplicar, uma espécie de jeito de chamar a atenção de Deus, mas me emociono quando enxergo num testemunho a simplicidade do AMOR.
    Isso basta!
    É a oração da fé sim, porém permeada dum amor despretensioso, numa atitude anônima de misericórdia, sem desejar o estrelato por isso.
    Essa é a verdadeira oração da fé que salvará o doente.
    Glória a Deus pela sua vida.

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  2. Amém!
    Também penso dessa forma.
    Muitos irmãos já deveriam ter entendido o que Paulo diz aos Coríntios: Temos, porém, este tesouro em vasos de barro, para que a EXCELÊNCIA DO PODER seja de DEUS e não de nós.
    Temos que vigiar sempre para nunca esquecer que é esse material que Deus quer usar.

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  3. Tudo é só pela misericórdia do Senhor??? Às vezes entendo, que Ele nem sempre age conforme a fé, pois muitas vezes ela é tão pequena que não tem força alguma. Acredito que Jesus enfatizou a necessidade de termos fé grande, pois ela move montanhas, mas, foi para não ficarmos impassíveis, só esperando que as coisas caiam do céu. Muitas vezes, consideramos a nossa fé vacilante, o Senhor mesmo assim responde de forma positiva. Vemos que os méritos são todos Dele. Não tenho nem como me orgulhar que Ele atendeu minha petição devido a fé que tive, pois ela foi muito frágil. Tudo foi pela Grande Misericórdia que teve por mim. Os méritos são todos Dele. Não tenho nem como me gabar, só dar Graças... Só Deus sabe medir o tamanho da nossa fé, nós não temos essa capacidade, quando muito podemos palpitar...mas, muitas vezes, nos enganamos.

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