Ano de 2003.
O ministério hispânico crescia e se fortalecia.
Wiliam, Ricardo, Jane e Odete eram os servos fiéis a Deus e meus companheiros naquele que era um trabalho com as características da igreja primitiva; simplicidade, comunhão e curas da alma e do corpo.
Os quatro irmãos valorosos trabalhavam com todo amor.
Faziamos escola dominical e culto.
Naquele domingo, como de costume cheguei mais cedo para dar aconselhamentos e receber o povo.
Antes dos trabalhos sempre havia para todos, bolachinhas e um delicioso chá, preparados pelas irmãs Odete e Jane.
O trabalho deste domingo foi muito especial para mim, pela primeira vez tive o previlégio de apresentar um bebezinho quéchua ao Senhor.
Todos os domingos eram marcados com a presença de chilenos, bolivianos e peruanos; haviam também os que vieram da região andina, e estes só falavam quéchua ou aimará; e muitas crianças.
Recebemos também um grupo folclórico andino, com suas grandes sampoñas e charangas, uma maravilha, fomos todos muito abençoados.
Mais um domingo, mais um dia dedicado ao Senhor.
Na saída, as crianças comiam o restante das bolachinhas, e vinham sorridentes me abraçar e beijar, me deixando com o rosto cheio de farelos; uma festa.
Mas, algo estava reservado para este domingo.
Rebeca e Mário me chamaram de lado, estavam tristes.
Rebeca me disse que seu netinho Carlos de dois anos tinha estado internado por quatro dias no Hospital do Mandaqui, a desidratação o pegou e ele estava numa situação muito preocupante, com a cabecinha toda furada pelas agulhas.
Rebeca chorava enquanto dizia que o médico mandou o menino para casa mesmo assim; estava com medo que seu neto morresse.
Rebeca segurou em minhas mãos e me pediu que fosse orar pela criança.
Por volta das dezessete horas, eu a irmã Odete e Jane fomos na casa do pequeno Carlos.
Quando lá chegamos fiquei surpreso, haviam cerca de vinte pessoas aguardando; eram parentes que se uniam naquele momento de dor.
O ambiente era de silêncio, todos se compadeciam da família de Carlos.
Muitos rostos que eu não conhecia ali estavam, e antes de orar, testemunhei do poder de Deus, da Sua misericórdia e de que não havia impossíveis para Ele.
Eu ainda não tinha visto o garoto, ele estava no quarto.
Seus pais me falaram que as palavras do médico, foram de que tinham feito todo o possível.
Mandei que trouxessem o menino; ele estava enrolado em um cobertor, rostinho amarelo, fraquinho e desfalecido, a cabecinha raspada.
Meu coração encheu-se de amor pela criança; segurei o choro.
O pai do menino sentou-se no sofá com a criança no colo, todos ficaram em pé.
Peguei um óleo que sempre carregava comigo, ajoelhei-me, ungi a cabecinha do menino e supliquei ao Senhor Jesus que escutasse a nossa oração para a cura da criança.
Após a oração pedi que confiassem no Senhor.
Embora a situação parecesse a mesma, um sentimento de paz me confortava e dizia: Espera!
Já estava próximo o culto da noite, e assim, convidei as pessoas para irem comigo na igreja. Os pais da criança ficaram.
Rebeca e Mário moravam juntos com seu filho, nora e o pequeno Carlos.
Terminado o culto da noite, dei carona para Mário e Rebeca, e quando parei em frente a casa vimos o menino brincando na garagem.
Me lembrei da oração que fiz nas primeiras horas daquele domingo: Senhor, usa-nos!
Recentemente visitei a família de Rebeca, e lá estava, hoje com oito anos o menino Carlos Chura, forte, com uma cabeleira negra.
Irmã Rebeca me disse num belo espanhol: Hermano Antonio, te acuerdas de este mi nieto que iba a morir y Dios le sanó?
E assim, relembrando os fatos, confirmamos em nossos corações a bondade do Senhor.
Aleluia!
O Senhor merece ser honrado.
Ao Senhor e Deus das misericórdias: Amor, Glória e Louvor!
terça-feira, 1 de dezembro de 2009
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Esse para mim é o verdadeiro evangelho.
ResponderExcluirAquele que leva o Bálsamo na hora da aflição.
A cura na hora da enfermidade.
A salvação para o que estava perdido.
A pergunta que não quer calar: Depois da benção realizada...e a oferta?
Sei que isso não faz parte dos Peres. Somos apenas mensageiros e servos. Eu ouvi um tristemunho que depois que o pastor orou e o menino não foi curado, segundo ele pela falta de fé talvez dos pais (pobres já desgastados pela situação ainda ouvem essa!) disse para ofertar que a cura estava lá. Interessante
Fico felizzzzzzzzz e emocionada com essa leitura de escrita simples porém de um conteúdo indescritível. Muitos estão preocupados com retóricas que só enchem linguiça e conteúdo que é bommmm, niente!
Parabéns para o Reino!!!!!!!!
Que essas experiências nos pulsionem cada vez mais para o alvo!
bjs
E aí Ale?
ResponderExcluirA oferta éh éh éh
É sério, a oferta que ensinávamos era a de um coração grato. Sempre ensinei que a gratidão é aquilo que o Senhor Jesus recebe como um aroma totalmente agradável e compensador por tudo o que Ele tem feito por nós.
É muito fácil colocar culpa nas pessoas, Deus não nos mandou fazer isto, a carne sempre quer dar uma explicação para salvaguardar as suas posições.
Devemos sim, colocar nossa fé em ação, sabedores que somos vasos de barro, e que o poder é do Senhor, só assim poderemos glorificá-Lo.
Brigado.
Oi perez, passei pra fazer uma visitinha e como da outra vez gostei da postagem. Que possamos realmente sermos tão somente massas moldáveis na mão do oleiro, benção pura!!! rsrs, paz meu irmão.Dá uma passadinha lá no blog se quiser, ok? Tem postagem nova.
ResponderExcluirVocê é mesmo um pastorzão (não sei se já percebeu-hehe).
ResponderExcluirMe emocionei lendo esse post, mas o que mais me chamou a atenção foi quando vc escreveu: "Meu coração encheu-se de amor pela criança; segurei o choro."
Tudo o que fazemos para o Senhor se aperfeiçoa exatamente nisso!
Orar, muitos oram; visitar, muitos visitam; porém o grande diferencial está no milagre desse amor simples e desinteressado que vc testemunhou.
Muitas curas acontecem com esse pano de fundo, Deus se alegra.
Veja o contraste entre o amor que te encheu o coração diante do menininho, e a pretensão andante na Terra:
Tenho dado uma força para uma adolescente de 16 anos que é filha de uma amiga de muitos anos.
A garota estava na casa de uma tia nas férias do início do ano e um "Pastor" caiu lá de para-quedas, era amigo da tia.
Se aproximou da jovenzinha e disse que Deus tinha um plano na vida dela e tal...até aí tudo bem.
Depois soltou a rajada: "Porém, se vc não fizer a vontade Dele, eu te vejo num caixão, vc vai morrer, blá, blá, blá..."
A menina desenvolveu uma Síndrome de Pânico de tão apavorada que ficou com esse Deus, foi terrível.
O AMOR PROMOVE CURA, A PRETENSÃO TRAZ ENFERMIDADE.
Obrigado porque seus posts são um presente!!!
É verdade Rose, o amor é tudo!
ResponderExcluirTenho muitos motivos para crer que a grande maioria dos que estão na obra, não tem a mínima condição de estar lá.
Não se trata de escolaridade bíblica, mas, de estar com o espírito movido e comovido pelo amor de Deus, só assim poderemos ajudar as pessoas na difícil missão de discípulos.
Esse cidadão (não dos céus) que disse que via a menina num caixão, precisa aprender que Deus conquista as pessoas pelo amor.
Esse dito cujo mentiroso ainda tem chance de não ir pro inferno, mas enquanto isso pode causar muitos males prestando o seu desserviço a Deus. Fico profundamente triste com essas coisas.
Vamos em frente.
Agradeço os comentários.
Oie, fico muito alegre quando dá uma passadinha no blog, suas palavras sempre me abençoam, vc é benção pura, sabia? Meu desejo é que nesta semana que se inicia vc seja tremendamente inspirado pelo senhor, continuando a ser sua boca sempre de forma mais e mais eficaz, expresando sempre este coração que se mostra tão desejoso de ser cada dia mais parecido com o Pai, abraço grande meu irmão, pra vc e toda a sua casa.
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